terça-feira, 6 de outubro de 2015

II Seminário Estadual de Cultura - FESCMS - 2005


A Secretaria Executiva do Fórum Estadual de Cultura de Mato Grosso do Sul (FESC/MS)
divulgou a programação do II Seminário Estadual de Cultura, que será realizado
neste sábado, dia 26 de novembro DE 2005, no Centro Cultural José Octávio Guizzo, na
capital.

Programação:

08h00 - Abertura solene.
08h30 - Palestra do Vice-Presidente da OAB/MS, Dr. Oton José Nasser de Mello -
Tema: "Cultura, Direito e Cidadania".
09h30 - Balanço da execução das políticas e ações aprovadas no I Seminário Estadual
de Cultura de 2002.
10h30 - Eleição e posse da nova Diretoria Executiva do FESC/MS.

11h30 às 13h00 - Intervalo para almoço

13h00 - Reunião geral para organização dos grupos de debates, com apresentação de
sugestão de roteiro pela Secretaria Executiva.
14h00 - Realização de debates nos grupos (Artes Visuais, Artes Cênicas, Artesanato,
Música, Patrimônio Cultural, Literatura, Cinema - Vídeo e Multimídia, Folclore e
Manifestações Populares).
16h30 - Apresentação e debate final sobre as diretrizes aprovadas nos grupos e
deliberação de novas diretrizes gerais.
17h30/18h00 - Encerramento.

Eleição terá chapa única

Para eleição da nova diretoria concorre apenas uma chapa: "Participação e
Transparência" - com os seguintes candidatos titulares: Delasnieve Miranda Daspet
de Souza (Federação das Academias de Letras e Artes de Mato Grosso do Sul),
Cristina Matogrosso (Grupo Teatral Amador Campo-Grandense - GUTAC), Leslie Cafure
(União Estadual dos Artesãos de Mato Grosso do Sul - UNEARTE), Rimidanw Callepso
(Associação Rimidanw de Arte Solidária Pantaneira - ARASP) e Villie Jr (Cia das
Artes). Na condição de suplentes estão Lana Amaral Nunes de Sá e Benevides
(Fundação Manoel de Barros), Jair de Oliveira (Grupo Teatral Unicórnio), Marta
Mendes (Trabalhos Estudos Zumbi - TEZ), Indiana Marques (Sindicato dos Artesãos de
Mato Grosso do Sul - SINARTE) e Edílson Aspet (Federação de Bandas e Fanfarras de
Mato Grosso do Sul - FEBAFAMS).

Serviço:

Outras informações podem ser obtidas com Sérgio Gonçalves (Secretário Executivo do
FESC/MS) pelo telefone 8418-4112, e com Delasnieve Daspet (Coordenadora da chapa
"Participação e Transparência"), pelo telefone 9616-6127.


Boni Miranda - jornalista
ACS do Fórum Estadual de Cultura - FESC/MS.
CG/MS - 24/11/2005.


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Diretrizes da Política Estadual de Cultura, aprovadas no I Seminário do Fórum Estadual de Cultura de MS, realizado em novembro de 2002.
DIRETRIZES GERAIS

     A Política Estadual de Cultura é um poderoso instrumento de pacto social entre a sociedade e o governo. Portanto, a cultura é compreendida como um fio condutor que deve permear a ação governamental e assim poder dar uma direção, um rumo às ações de todo o governo. Questões centrais como desenvolvimento, sustentabilidade, ética, cidadania, pluralismo e identidade, parceria e divisão de poderes, democratização da ação, comunicação com a sociedade, participação e autonomia, devem estar presentes nas diretrizes centrais e setoriais da cultura, sob pena de sua execução fracassar.

Nesse rumo, propomos que as diretrizes gerais da cultura sejam:

a) valorização das atividades culturais, como força dinâmica da vida social e fator de bem-estar individual e coletivo;

b) inclusão cultural através da popularização das artes e da cultura;

c) integração política de cultura com as políticas públicas de educação, meio-ambiente, turismo, ciência e tecnologia, geração de emprego e renda e de inclusão social, sem perda dos critérios técnicos específicos em cada área;

d) intercâmbio e integração com as universidades brasileiras, visando a intensificação da vida cultural, da pesquisa, da extensão e do ensino;

e) intercâmbio com as cidades do interior do Estado, do Centro Oeste e dos países membros do Mercosul e destas com a capital, num processo crescente de interiorização e de difusão da cultura de Mato Grosso do Sul;

f) preservação da Memória e do Patrimônio Cultural, em parceria com a União, com outros Estados, municípios e com o setor privado;

g) parceria com os Municípios estaduais, visando a recuperação dos bens culturais, de desenvolvimento de ações integradas;

h) priorização da Formação e Preparação Cultural de todos os setores estaduais;

i) incentivo à criação de Conselhos e Fóruns Municipais de Cultura;

j) otimização dos serviços prestados pelas entidades governamentais ligadas à cultura, criando núcleos de atendimento específico para as diversas áreas;

k) estímulo ao intercâmbio nacional e internacional das produções culturais regionais;

l) estímulo à criação de órgãos municipais específicos de cultura, tais como fundações, secretarias, coordenadorias etc;

m) incentivo ao levantamento e à manutenção dos espaços públicos para a cultura;

n) instituição de concursos públicos para projetos de obras físicas, aquisição de trabalhos de arte que ultrapassem os limites estabelecidos pela lei;

o) fomentar discussões para que a Rádio e a TV Educativa efetivamente cumpras seu papel de principais canais de divulgação da cultura regional.
Diretrizes da Política Estadual de Cultura, aprovadas no I Seminário do Fórum Estadual de Cultura de MS, realizado em novembro de 2002.
DIRETRIZES PARA AS ARTES VISUAIS

As artes plásticas em Mato Grosso do Sul manifestam-se em todas as modalidades: pintura, escultura, gravura, desenho, fotografia, multimídia, objetos e instalações, buscando a definição de linguagens próprias ao meio, respeitando a diversidade e a individualidade necessárias à criação artística. As manifestações regionais são, portanto, vitais para a definição de uma política de cultura uma vez que são a expressão de nossa identidade.

A velocidade e o grande número de informações e transformações da arte contemporânea exigem do artista o constante aprimoramento técnico e material para poder dialogar com outros artistas e em outros espaços. Assim, além da abertura de novos espaços de exposição e a conservação dos já existentes, é necessário investir na formação do artista e na divulgação de seu trabalho.

Políticas:

-incentivo à criação e ao fortalecimento das bases representativas das classes artísticas dentro do território Estadual (associações e/ou federações);

-estímulo às ações integradas das artes plásticas com o turismo regional;

-favorecimento do intercâmbio cultural em âmbito nacional e internacional;

-ampliação de projetos que contemplem a inclusão social, cultural e econômica através da arte;

 -investimento na divulgação dos trabalhos regionais em âmbito nacional e internacional através da mídia;

-fomento à pesquisa de resgate, preservação e registro das artes e manifestações culturais das comunidades e etnias que representam o Estado;

-valorização de todas as linguagens das artes visuais;

Ações:

-criar uma rede de oficinas de formação, atualização e requalificação dos profissionais da área;

-definir a Agenda de Projetos Culturais, anualmente; e fazer cumprir os cronogramas;

-elaborar e implementar regimentos internos nas unidades gerenciadas pela FCMS visando sua utilização para os usuários;

-promover exposições itinerantes de artes plásticas visando a integração dos municípios sul-mato-grossenses;

-criar o Portal de Artes Visuais na Fundação de Cultura como estratégias de divulgação e informação da arte regional;

-estabelecer critérios de avaliação para aquisição de obras pelos órgãos públicos.
Diretrizes da Política Estadual de Cultura, aprovadas no I Seminário do Fórum Estadual de Cultura de MS, realizado em novembro de 2002.
DIRETRIZES PARA AS ARTES CÊNICAS

As artes cênicas em Mato Grosso do Sul apresentam consolidados vários grupos de profissionais que tem se voltado para a produção tanto de espetáculos que valorizam dados da cultura regional, como também daqueles que procuram dar a conhecer obras de caráter universal. Teatro, Dança, Circo e outras modalidades integram o corpo e o espaço para a reflexão do público diante do “palco”, inserindo Mato Grosso do Sul no cenário nacional, abrindo novas perspectivas de expressão artística e de diálogo com as demandas da sociedade.

Na definição de novos rumos para a cultura estadual, as artes cênicas visualizam a possibilidade de recriar os seus espaços recuperando suas inerentes relações de educação, cultura e cidadania, sem abdicar da expressão artística e estética, valores e direitos de todos.

Políticas:

-investimento na formação de profissionais das artes cênicas;

-fomento de ações para formação de mão-de-obra para o setor;

-integração da produção de espetáculos às agendas culturais regionais, nacionais e internacionais;

-desenvolvimento de projetos de ação local;

-criação, adaptação e recuperação de espaços cênicos na capital e no interior.

Ações:

-estabelecer convênio com as universidades para formação dos profissionais das artes cênicas;

-criar uma gerência para artes cênicas na FCMS;

-favorecer a atualização profissional através de cursos, oficinas e/ou workshops;

-incentivar o intercâmbio de ações no interior do Estado;

-garantir a realização anual dos festivais regionais das artes cênicas em todas as suas modalidades;











Diretrizes da Política Estadual de Cultura, aprovadas no I Seminário do Fórum Estadual de Cultura de MS, realizado em novembro de 2002.
DIRETRIZES PARA O ARTESANATO

O artesanato vem recebendo nas últimas décadas um valor especial dada sua capacidade de se impor frente à repetição e serialidade do produto industrial. A marca da mão humana imprime-se como um carimbo de autenticação do produto artesanal, como signo da relação natureza/cultura cada vez mais procurada pelo homem contemporâneo.

Em Mato Grosso do Sul busca-se no artesanato não apenas uma das formas de expressão cultural, mas também uma atividade de inclusão social, geração de renda e desenvolvimento regional. A integração de ações para o desenvolvimento da qualidade do produto artesanal, aliando-o a outras atividades como o design, a moda e o turismo por meio da utilização de signos regionais, vem encontrando respostas positivas para o segmento.

Políticas:

- fomento de ações de valorização do produto artesanal;

- fortalecimento das bases representativas da classe existentes;

- investimento na formação de núcleos produtivos/comunidades artesanais;

- recuperação/construção de espaços de comercialização do produto artesanal;

- integração das atividades de turismo e meio ambiente com as artesanais.

Ações:

- criar uma gerência específica para o Artesanato na FCMS;

- mapear a produção artesanal do Estado, para a criação de núcleos ou comunidades de artesãos;

- criar núcleos de artesanato para técnicas específicas;

- promover o intercâmbio e a divulgação de exposições de artesanato no interior do Estado e em feiras estaduais, nacionais e internacionais;

- fomentar ações de qualificação e requalificação dos artesãos através de oficinas, cursos e seminários;

- incentivar a criação de centrais de artesanato para comercialização dos produtos integradas ao trade-turístico e órgãos oficiais de turismo.









Diretrizes da Política Estadual de Cultura, aprovadas no I Seminário do Fórum Estadual de Cultura de MS, realizado em novembro de 2002.
DIRETRIZES PARA A MÚSICA

     Mato Grosso do Sul, por força de sua diversidade cultural, é um grande produtor musical. Desde antes de sua criação, talentos preciosos surgiram, muitos ainda hoje desconhecidos do grande público. É necessário, então, valorizar a música sul-mato-grossense, reconhecendo e resgatando aqueles que construíram nossa história musical e incentivando o surgimento de novos artistas. Também a música de concerto vem ganhando gradativamente mais espaço na vida cultural do Estado, graças a iniciativas isoladas de entidades culturais, escolas de músicas e das duas orquestras existentes. Por diversos motivos, o maior desenvolvimento nessa área ocorre em Campo Grande, onde a concentração de eventos é maior.

     Numa visão de mercado, a música sul-mato-grossense é um forte produto de exportação, principalmente se aliada à crescente indústria do turismo no Estado. Por outro lado, propomos uma ação que ajude a sedimentar de forma definitiva o movimento crescente que vem se delineando no Estado, que tem em nossas raízes uma nova fonte de expressão e que busca meios musicais mais complexos para sua realização. Nessa perspectiva, é preciso que, além de uma forma de expressão da arte, a produção musical em Mato Grosso do Sul seja encarada como instrumento de afirmação cultural, de educação, de inclusão social e de geração de emprego e renda.

Políticas:

- ampliação das oportunidades de fomento à produção musical;

- apoio à criação e à manutenção de mecanismos que viabilizem a distribuição e difusão do produto musical sul-mato-grossense;

-incentivo à criação de meios para a divulgação da musica regional;

-incentivo aos circuitos musicais, possibilitando o contato do artista com o público;

-promoção de intercâmbio musical e profissional com outros estados e países;

- investimentos na qualificação profissional e na educação musical;

-incentivo e promoção de novos valores;

-investimento na formação/profissionalização de músicos, instrumentistas, regentes e compositores/arranjadores;

-fomento à formação de platéias;

-indução de ações de popularização e interiorização da música de concerto;

-incentivos fiscais na aquisição de instrumentos musicais;

-incentivo ao resgate de valores musicais do Estado através da história, da imagem e das ações musicais.



DIRETRIZES PARA A MÚSICA (Continuação)

Ações:

-distribuir CDs de artistas regionais em locais com grande fluxo turístico;

-veicular mídia audiovisual, feita pela TV Educativa, utilizando produtores locais, nos principais pontos turísticos do Estado e do país;

-isentar do ICMS os CDs produzidos no Estado;

-incentivar a criação de rádios comunitárias como instrumentos de difusão da música e da cultura do Estado;

-criar mecanismos de incentivo para as rádios comerciais que incluírem em sua programação a música produzida no Estado;

-produzir campanha publicitária com veiculação periódica, que valorize maciçamente as produções musicais do Estado;

-elaborar um calendário de apresentações musicais semanais em espaços/eventos públicos tradicionais, em Campo Grande e no interior do Estado;

-fomentar a apresentação de artistas regionais nas cidades, escolas públicas e universidades do Estado;

-investir na adequação e/ou criação de mais espaços para shows musicais;

-propiciar o oferecimento de cursos de aperfeiçoamento para os profissionais de música;

-incentivar a criação de conservatórios e escolas de música nas cidades do interior;
-viabilizar o ensino da música nas escolas públicas, comunidades carentes, áreas rurais e assentamentos;

-incentivar a pesquisa e documentação histórica para o resgate e a memória da música do Estado;

-promover eventos para informação e formação de platéia;

-promover eventos que garantam o aperfeiçoamento e a atualização dos profissionais da área;

-fomentar o intercâmbio nacional e internacional através de eventos como festivais e semanas de música;

-promover e incentivar a apresentação de orquestras e corais em espaços públicos;

-promover e incentivar a formação de orquestras no interior do Estado.







Diretrizes da Política Estadual de Cultura, aprovadas no I Seminário do Fórum Estadual de Cultura de MS, realizado em novembro de 2002.
DIRETRIZES PARA O PATRIMÔNIO CULTURAL

     A cultura como fator de cidadania, tal como proposto na conferência de abertura do seminário, serviu de parâmetro para o grupo pensar políticas de fomento e recuperação do patrimônio em Mato Grosso do Sul, atentas às demandas e interesses dos mais diversos segmentos étnicos e culturais do Estado.
      O princípio norteador do debate foi a questão da memória e da identidade cultural do Estado, que serviu para fundamentar uma proposta de política voltada para a recuperação e conservação das evidências históricas, dos registro arqueológicos e dos bens e manifestações culturais relativos ao processo de ocupação sócio-espacial do Estado por distintos grupos étnicos – as populações indígenas, os povos negros, os paraguaios entre outros e grupos de migrantes – bandeirantes, mineradores, vaqueiros, militares, entre outros, que, mediante seu contato, miscigenação, suas relações de troca, material e simbólica, e conflitos, contribuíram para formar a cultura de Mato Grosso do Sul.
     No decorrer das discussões verificou-se que muito do patrimônio do Estado, de sua memória e identidade, está se perdendo pela ação do tempo, do descaso e desconhecimento do governo e das comunidades. Sítios arqueológicos estão sendo depredados, práticas rituais estão se perdendo, festas religiosas rapidamente se descaracterizam, edifícios históricos vêm se degradando, sem que haja uma ação efetiva para conter tal processo.

Políticas:

- inventário do patrimônio tangível e intangível do Estado;
- investimentos em pesquisa e levantamento do patrimônio cultural;
- registro das manifestações culturais do Estado;
- resgate, restauro e revitalização do patrimônio cultural;
- conservação de bens culturais e naturais;
- fomento à práticas culturais da região;
- incremento de publicações relativas à memória e ao patrimônio cultural do Estado;
- criação e melhoria de museus;
- instrumentalização de bibliotecas, atualização e conservação de acervos;
- atualização permanente de registros do patrimônio imaterial.

Ações:

- ampliar os mecanismos de participação e controle da sociedade civil na elaboração e realização de projetos e políticas de patrimônio do Estado (seja através da criação de um conselho de patrimônio cultural, da implementação de câmaras técnicas nos conselhos e fóruns existentes, além de outras instâncias);
- promover a parceria do Estado com os municípios visando implementar suporte técnico, capacitação de pessoal e, quando necessário, a coordenação de projetos;
- incentivar a recuperação de bens e o resgate de manifestações culturais de importância específica para as comunidades que as compartilham, bem como, de aspectos do patrimônio cultural que resultem em alternativas de renda para essas populações;
- rever, a partir de debate com a sociedade, a legislação estadual de preservação do patrimônio (que inclui a questão do tombamento) e criar mecanismos para o registro, fomento e difusão do patrimônio imaterial;
- implementar programas que orientem a criação, a instrumentalização, o provimento técnico e as formas de uso de museus voltados para a memória e o patrimônio cultural do Estado;
- implementar as políticas de patrimônio culturais pautando-se na proposta de divisão do Estado em micro-regiões socioculturais e naturais.

Diretrizes da Política Estadual de Cultura, aprovadas no I Seminário do Fórum Estadual de Cultura de MS, realizado em novembro de 2002.
DIRETRIZES PARA A LITERATURA

A literatura, enquanto reinvenção do mundo, tem ocupado um espaço relativamente tímido em Mato Grosso do Sul. Com freqüência as publicações literárias estão atreladas aos jornais de circulação restrita às academias ou, semanalmente, nos jornais de circulação estadual. Os livros de poemas, crônicas, contos e romances são geralmente publicados pelos próprios autores.

A implementação de uma política para a literatura em Mato Grosso do Sul deverá ser pensada necessariamente sobre três eixos: o do autor, o do contexto de produção e o do contexto de recepção.

Políticas:

- incentivo à formação, qualificação e requalificação de autores;

- fomento à criação de conselhos editoriais;

- difusão de obras da literatura sul-mato-grossense;

- recuperação e/ou criação de bibliotecas em todas as cidades do Estado;

Ações:

- estimular a apresentação de projetos que incentivem a prática da leitura de autores sul-mato-grossenses nas escolas;

- divulgar as obras dos escritores do Estado;

- fomentar o oferecimento de cursos e oficinas de produção literária;

- criar bibliotecas comunitárias com acervo de literatura nacional e regional;

- atualizar acervos das bibliotecas já existentes, inclusive com publicações regionais;

- informatizar as bibliotecas estaduais;

- incentivar a realização de encontros de escritores;

- incentivar a reedição de obras de autores sul-mato-grossenses;

- estimular projetos de aquisição e distribuição de livros de autores regionais em locais turísticos e de grande circulação.










Diretrizes da Política Estadual de Cultura, aprovadas no I Seminário do Fórum Estadual de Cultura de MS, realizado em novembro de 2002.
DIRETRIZES PARA O CINEMA, VÍDEO E MULTIMÍDIA

Cinema, vídeo e multimídia são linguagens que necessitam de uma formação e de um suporte tecnológicos específicos o que implica no estabelecimento de políticas integradas de diversas áreas como, por exemplo, ciência ou tecnologia. O constante aperfeiçoamento tecnológico de seu instrumental demanda a atualização imediata das informações e a competência do profissional para sua utilização.

Por outro lado, além do domínio de uma linguagem, é necessária também a capacidade de criar produtos culturais atrativos e inventivos.

Acreditamos que a cultura deva ser tratada como exercício de democracia e desenvolvimento social, promotora de benefícios mercadológicos e geradora de renda, sendo regulada por meio da ética e da sensibilidade.

Políticas:

- criação de políticas cooperativas para a formação de subgrupos nas diversas áreas da cultura;
- criação de mecanismos de investimentos à produção audiovisual;
- investimento na formação do profissional;
- valorização da identidade cultural local;
- prioridade para projetos que possuam caráter sócio-cultural;
- estímulo a projetos de audiovisuais que envolvam comunidades carentes;
- incentivo a projetos que atendam à demanda de mercado;
- fomento a projetos contínuos para a formação de platéias;
- criação do Conselho Estadual de Comunicação;
- recuperação do acervo audiovisual do Estado;
- aquisição e difusão do produto audiovisual regional pela TVE.

Ações:

- Incentivar a criação de cooperativas de cinema e vídeo;
- estimular projetos voltados para a cultura regional;
- fomentar o intercâmbio com profissionais de outros estados brasileiros;
- incentivar a promoção de cursos de aperfeiçoamento dos profissionais da área;
- promover a atualização de técnicos e profissionais da área;
- estimular a integração efetiva com os países latino-americanos por meio da  participação em festivais, mostras, debates e outros;
- promover a edição contínua de festivais de cinema e vídeo;
- promover seminários de audiovisual;
- fortalecer a estrutura do Museu da Imagem e do Som, investindo e atualizando seu acervo;
- incentivar a produção audiovisual que promova o resgate da memória do Estado;
- fomentar o oferecimento de oficinas técnicas para roteiristas;
- estimular a participação de 90%de profissionais do Estado nas produções realizadas em Mato Grosso do Sul.



Diretrizes da Política Estadual de Cultura, aprovadas no I Seminário do Fórum Estadual de Cultura de MS, realizado em novembro de 2002.
DIRETRIZES PARA O FOLCLORE E MANIFESTAÇÕES POPULARES

Há questão de 10, 20 anos atrás, pensava-se que Mato Grosso do Sul não possuía um Folclore próprio, uma tradição. Atualmente sabe-se que por ser favorecido geograficamente Mato Grosso do Sul é riquíssimo em Cultura Popular, pois sofre influência direta dos Estados e Países com os quais faz divisa.

O que propomos para os próximos 10 anos em MS, é que seja criada uma política de cultura onde a grandeza das manifestações populares, que são nossas verdadeiras raízes, seja preservada, resgatada e valorizada, despertando a auto-estima, o orgulho e o patriotismo de nossa gente e de nosso Estado.

Considerando que o quadro atual do movimento de Cultura Popular resume-se em ações isoladas e tentativas de preservação sem planejamento sistematizado, propomos ações efetivas para divulgar essas manifestações folclóricas, resgatando-as e preservando-as.

Políticas:

- mapeamento das manifestações folclóricas do Estado de Mato Grosso do Sul;

- preservação e divulgação do Folclore;

- capacitação de pessoal para recolher as manifestações;

- incentivo à edição e divulgação de material sobre a cultura popular regional;

- inclusão das festas populares na agenda cultural do Estado.

Ações:

- estimular a criação de Núcleos Municipais de Folclore;

- incentivar a criação de banco de dados sobre cultura popular regional;

- fomentar a inclusão da disciplina folclore no currículo das escolas estaduais;

- fomentar a edição de material recolhido pelos núcleos municipais em forma de livros, vídeos, CDs, etc., distribuindo para bibliotecas e escolas públicas do estado e do país;

- incentivar a criação de grupos para-folclóricos em espaços turísticos;


- elaborar Plano de Mídia que contemple as manifestações populares, como reforço à identidade cultural e aos valores regionais do povo sul-mato-grossense.

CULTURA – Um Caminho para Mato Grosso do Sul - por Delasnieve Daspet ( 2006 )


CULTURA – Um Caminho para Mato Grosso do Sul
                           Delasnieve Miranda Daspet de Souza*
24.07.2006


Louvamos tudo o que foi feito até o presente momento pelos diferentes governos de nosso Estado, mas quando viável, o governo tem de seguir as sugestões e  orientações da sociedade civil.
Hoje, podemos  dizer, que a sociedade civil cultural de MS se encontra organizada e mobilizada. O FESC/MS se encontra em vários municípios e a intenção da Secretaria Executiva é cobrir o Estado, ou como diria o escritor Brigido Ibanhez – “... pode-se dividir o Estado em regiões, levando em consideração as cidades citadas como pólos. Para se dar um toque artístico às regiões, pode-se considerar a região da Grande Dourados como a Região Verde; a região de Corumbá, como a Região Azul; a região do Bolsão, a Região Branca e a região de Coxim até a Capital, a Região Amarela. Teremos, assim, as cores da Bandeira do Estado e consequentemente está se criando uma mensagem que tem subsentido abrangente e federativo da cultura” .

Abraçando o Estado, num grande  abraço cultural,  estaremos unindo os pontos. Costurando as diferenças. Fechar o cerco. Estes são os objetivos do Fórum Estadual de Cultura, quando se propõe a apresentar um plano estadual  de cultura para  os candidatos ao governo do Estado. É um pensamento macro. Como não se tem remédio pronto – o ano eleitoral é o portal para a discussão de soluções aos problemas que já se tornaram crônicos.


Temos a intenção de exaurir o Estado sob todos os ângulos... Agora,  faremos essa discussão, faremos os planos, criaremos as estratégias,  e,  no final,  no mínimo seremos conhecedores da nossa realidade, e tentaremos reverter o câncer das poucas soluções estratégicas para problemas verdadeiramente antigos.


O FESC/MS  vai em busca de uma Agenda Estratégica – a Cultura que queremos para o Mato Grosso do Sul , e, para isso, estamos atacando em várias frentes:
1.
No mês de março pp, na reunião mensal do FESC/MS, que se  realiza na Escola Mace, em Campo Grande,  – as  entidades que compõem o Fórum, naquela data: 45,- hoje, mais de 50, começaram a trazer sugestões para essa iniciativa.
Lembremos que no corpo de nossa entidade estão contemplados todos os segmentos culturais do Estado: teatro, dança, música, literatura, artes plásticas, artesanato, .....
2.
Na reunião de abril – estamos(estaremos ) em Dourados para a primeira grande reunião do interior do FESC/MS – é(será ) o desafio de sair da teoria para a prática.
Em Dourados daremos continuidade ao projeto Agenda Estratégica para a Cultura que Queremos para MS, e se fazem presente  todos os segmentos culturais, os que fazem cultura, os que vivem da cultura, os que apreciam a cultura, os que necessitam da cultura, a população, os estudantes, etc.

De Dourados vamos à na primeira quinzena de maio até  Coxim e regiões  –  que chamamos de região amarela. No final do mês estaremos em Corumbá – a região Azul e até 15 de junho já teremos ido até a região branca – que compreende a região do bolsão.

Queremos cobrir  e receber sugestões de todos os municípios, ou pelo menos de regiões, e,  a partir das sugestões recebidas idealizar o futuro, mesmo porque, temos  pouco tempo  para visitar todo o estado desfraldando  a bandeira da cultura  com a qual nos comprometemos, ou seja,  interiorizar as políticas públicas de cultura do Estado;  estabelecer um compromisso social com a implantação de um sistema efetivo de boa aplicação dos recursos,  e, fomentar o debate, dando voz, vez e voto a quem nunca teve.

Vamos, enfim, fazer com que o  Fórum Estadual de Cultura, atenda seus ideais, e venha a  interagir com todo o interior através das suas entidades, ou fomentando a  organização das mesmas, haja vista que o Fórum se compõe de entidades associadas...
Este é um dos motivos que nos traz aqui – precisamos  priorizar a identificação das entidades existentes na região e o fomento para a criação de novas entidades.
Mais uma vez me valho da afirmativa do escritor Brigido IBanhez – “ A sociedade civil organizada se torna a base da construção do institucional de cultura de uma comunidade, haja vista que o produtor de arte se torna quase impotente quando age individualmente; precisará, com certeza, do apoio de uma instituição.
Portanto, a identificação, valorização e organização das entidades que tratam de cultura, são ações fundamentais para que o Fórum cumpra suas finalidades estatutárias com plena democracia, transparência e resultados que contemplem as políticas públicas do Governo; ao mesmo tempo em que essa interação facilita a solução a problemas coletivos, como aposentadorias, ganhos de mercado e outros tantos” .

Em Corumbá estaremos  por ocasião da realização do FAS – quando a maioria de nossos associados estarão por lá participando do festival.
Em meados  de junho teremos visitado todas as regiões e teremos em mãos as indicações, metas, ações para definir e apresentar  os resultados propostos.
No início de julho teremos um DIAGNÓSTICO. Um projeto de soluções e metas para – digamos 2006-2020 – que iremos entregar aos candidatos a Governador.
Muitas coisas poderão e deverão   ser desenvolvidas e implementados pelo setor privado, mas, mais da metade,  será com o governo, e o governo, quando segue  a orientação da sociedade melhora o índice de  crescimento, de produtividade, de qualidade de vida, de fazer aflorar a cidadania e a dignidade de seus indivíduos.

Vamos singrar mares já navegados  ou não com a mesma forma de ser e estar . Fazem da cultura algo complicado. E não é.
A  cultura veio justa e aparentemente civilizar as pessoas que ao fim e ao cabo deram cabo de outras culturas... Sua participação é muito importante.
Estamos nos  mobilizando de forma inédita no estado, buscando integrar todas as áreas, em prol da construção de uma reflexão sobre as políticas culturais (pública e privada) e a ação em prol de todos os habitantes da região, visando dar acesso, qualidade e informação sobre os eventos promovidos, bem como instrumentalizar o artista para sua arte e o público, para uma visão crítica e ampliada do que seja Cultura, lazer e participação.
Essa é a tarefa que delegaremos ao futuro governador do Estado de MS.


2013-2015 - FESCMS - GESTÃO DELASNIEVE DASPET


2013-2015 - FESCMS - GESTÃO DELASNIEVE DASPET
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ATIVIDADES DO FÓRUM ESTADUAL DE CULTURA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL – FESC-MS, REFERENTE AO EXERCÍCIO DE 2013-2015, NA GESTÃO DA DIRETORIA DE  DELASNIEVE MIRANDA DASPET DE SOUZA.

2008-2010 - FESCMS - GESTÃO DELASNIEVE DASPET


2008-2010 - FESCMS  - GESTÃO DELASNIEVE DASPET
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ATIVIDADES DO FÓRUM ESTADUAL DE CULTURA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL – FESC-MS, REFERENTE AO EXERCÍCIO DE 2008 A 2010, NA GESTÃO DA DIRETORIA DE  DELASNIEVE MIRANDA DASPET DE SOUZA.
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A partir do mês de dezembro de 2008 a dezembro de 2009, o FESC-MS, realizou apresentações, conquistas e participações como discriminadas abaixo:
Continuamos com o direito de participar  efetivamente  nos festivais: América do Sul (Corumbá-MS) e de Inverno (Bonito-MS).  Isto havíamos   conseguido  ainda na nossa primeira gestão - de 2005 a 2007. Aprimorada na parceria com a Fundação de Cultura do Estado - que monta um belíssimo estande para o FESC/MS no espaço principal, em Corumbá e em Bonito.
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Apresentamos propostas dos associados do FESC/MS aos candidatos ao governo do estado para que fossem incluídos em seus programas de governo.
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Obtivemos a concessão de uma sala para o FESC-MS, com ponto para internet e telefone, no sexto (6.º) andar do prédio sede da Fundação de Cultura do Estado de Mato Grosso do Sul – FCMS, localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559 – Campo Grande-MS.
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Encaminhamos ao Ministério da Cultura, proposição para criação de escritório daquele ministério na região centro oeste, com sede em Campo Grande-MS.
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O FESC-MS teve a iniciativa de interceder pelos associados com pendências junto ao FIC-MS, na busca de soluções.
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Foi apresentada a proposta de Boni Miranda, para que os fóruns de cultura dos municípios tivessem o apoio das prefeituras e do MINC, para efetivação e aplicação de uma política de cultura, nos moldes propostos.
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Foram realizados procedimentos para escolha de candidato do FESC-MS, a época para representante do MINC, para o escritório da região centro oeste.
Ocorreram participações do FESC-MS no Festival América do Sul (Corumbá-MS) e Festival de Inverno (Bonito-MS).
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Procedimentos para escolha dos homenageados pelo FESC-MS, na sua primeira edição do Destaque Cultural do FESC-MS, de conformidade com o disposto nas Disposições Finais, art. 43, do Regimento Interno do FESC-MS.
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Discussão levada a efeito referente ao processo de execução contra Beatriz Soares, em face de verba obtida junto ao FIC, para o FESC-MS, em nome de Beatriz, uma vez que não houve aceitação da prestação de conta apresentada pela mesma, perante órgãos oficiais.
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Foi realizada visita ao deputado Youssif Domingos com o intuito de conseguir apoio para a criação de uma política estadual de cultura.
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O FESC-MS conseguiu para os seus associados, um espaço para apresentações, sob sua supervisão, a cada quinzena, na “Concha Acústica - Helena Meireles”, situada no parque das Nações Indígenas.  E, em  vinte (20) de setembro de 2008, foi realizado o “FESC NA CONCHA”, com participações de segmentos culturais do FESC-MS.
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No dia vinte e um de setembro de 2008, o FESC-MS participou da “Caminhada pela Paz”, com entidades integrantes do FESC-MS em apoio a promoção da Cultura da Paz realizada pela associada Delasnieve Daspet.
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Pelo conjunto da obra cultural a coletividade sul-mato-grossense foram indicados e receberam o Premio Destaque Cultural, primeira edição, em 2009, nas dependências do teatro Aracy Balabanian, as seguintes personalidades: Prof. Américo Ferreira Calheiros, Presidente da Fundação de Cultura do Estado de Mato Grosso do Sul, grande parceiro do FESC-MS nas atividades culturais no estado, Prof.ª Marley Sigrist, folclorista e educadora, Prof.ª Dr.ª Alisolete Antonia dos Santos Weingartner*, historiadora e educadora e Balbino Gonçalves de Oliveira, trovador e poeta. Sr. Agripino Soares de  Magalhães – Mestre Cururueiro e da Viola do Cocho – em Corumbá-MS – que recebeu a homenagem no Hospital – por ocasião do Festival América do Sul do ano em curso.  *Prof.ª Alisolete, recebeu as homenagens posteriormente, em 2010, em virtude de impossibilitada de receber em 2009, por motivos de ordem particular.
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Eleição e posse da diretoria do FESC-MS, para o exercício de 2009 a 2010.
A diretoria que foi e eleita e tomou posse foi constituída pelas seguintes pessoas: Delasnieve Miranda Daspet de Souza (OAB-MS) – Secretária Executiva, Aida Machado Domingos (FALA-MS) – Secretária Executiva Adjunta, Joseane da Silva Pinheiro (Coletivo de Mulheres Negras) – Secretária da diretoria, Maria Helena Sarti (UBE-MS) – Secretária suplente da diretoria, Beatriz de Fátima Soares (FENARTEMS) – Assessora titular, Vanesca Duarte (Associação dos Ciganos) - Assessora titular, Vitor Hugo Samúdio (Mercado Cênico) – Assessor suplente e Nill Amaral (OFIT) – Assessor suplente.
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Foi realizada a abertura do edital para a escolha de novos membros para o Conselho Estadual de Cultura de Mato Grosso do Sul.
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Houve participação do FESC-MS, no evento Café Colonial Dom Fernando, na primeira edição do Acampamento Poetas Del Mundo.
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 Foi colocada uma situação já constatada anteriormente no Fórum em Diretorias passadas, a preocupação com a situação financeira de nossos artistas de renome que, na velhice, não encontram amparo financeiro para sua manutenção. Foi sugerido formar-se uma Comissão para discutir o assunto com o Sr. Marun - responsável pela Secretaria Estadual de Habitação para que fossem iniciados entendimentos para se criar uma Casa do Artista Sul-Mato-Grossense. Essa comissão foi composta por: Edilson Aspet, Amirtes Carvalho e Delasnieve Daspet e que o FESC MS iria fazer um convite à Ângela Finger, a qual não se encontrava presente na Assembléia, mas que foi idealizadora da proposta.
A secretária executiva esteve na Secretaria de Estadual de habitação do Estado de Mato Grosso do Sul, quando foi recebida pelo senhor Marun, oportunidade que ficou sabendo da tramitação naquela secretaria, de ações que visam atender os artistas menos favorecidos, inclusive a que fora objeto da sua ida a Secretaria Estadual de Habitação. Mesmo assim, reiterou o pedido. Na ocasião ficou acertado que o FESC-MS receberia a visita da Sr.ª Mirtes, secretária adjunta para proceder esclarecimentos referentes à obtenção de casa. Fato esse que ocorreu.
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Participação do FESC-MS, na Pré-Conferencia Setorial do Livro, Leitura e Literatura, em Brasília, nos dias 7, 8 e 9 de março.
Pré-Conferencias Setoriais em Brasília, com os representantes do FESC-MS: Delasnieve Daspet, Vitor Hugo Samudio e Brigido Ibanez.
Participação do FESC-MS, no Plano Estadual do Livro, Leitura e Literatura, nos dias 7, 8 e 9 do mês de abril, em Bonito-MS.
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Participação do FESC-MS nos grupos de MAPAS, PROJETOS E AÇÕES E DE PARCERIAS E ARTICULAÇÕES, quando apresentaram as seguintes propostas: 1 – Colocar as escolas a disposição da cultura, com inserções de programas que dêem valorização ao livro (fomentar); 2 – Ir a locais previamente escolhidos em que há constatação de carência de habito de leitura, e contar histórias que constam no livro, que pretendem sejam lidos pelos ouvintes; 3 – Capacitar pessoas que tem afinidades para contar histórias e serem mediadoras e que sejam remuneradas; 4 – Criação de bibliotecas rurais itinerantes; 5 – Promover o funcionamento das bibliotecas durante os finais de semana, atuando como centros culturais; 6 – Aproveitar os “grandes mestres” das próprias regiões, em face de vivenciarem o dia a dia das localidades e serem conhecedores dos gostos e costumes da população; 7 – Editar livros, a partir de projetos em que as pessoas contam suas experiências e fatos que consideram importantes, ocorridos em suas vidas enquanto moradores em zonas rurais, por exemplo: quilombolas, indígenas e ribeirinhos; 8 – Tornar acessíveis as comunidades, as bibliotecas das escolas públicas; 9 – Incentivar a formação de profissionais para atuarem na área de biblioteca; 10 – Inserir ensino religioso de caráter ecumênico nas escolas; 11 – Formar professor leitor com atuação em horário determinado pela direção, por exemplo: nos trinta minutos finais, ele lê um texto do livro (escolhido) e posteriormente, os alunos fazem também a leitura, apresentando depois um resumo; 12 – Formar pais leitores (é na família que tudo começa); 13 – Preparar os futuros professores no exercício de serem formadores de leitores; 14 – Criar sistema seletivo que permite a escolha do livro, mais apropriado para ser utilizado no segmento da cultura pretendido, de acordo com a faixa etária do público; 15 – Contemplar as diversidades regionais; 16 – Promover fomento a projetos de leitura nas escolas, realizando a inter-relação dos conteúdos do livro ás diversas expressões artísticas e possibilitando contratações de artistas e grupos artísticos. locais; 17 – Oportunizar a colocação de “quiosques com livros”, nas rodoviárias, aeroportos e em áreas centrais das cidades, que possibilitem exposições e vendas de livros de escritores regionais; 18 – Promover rodada de negócios com o fito de facilitar as vendas e agilizar o retorno da parte que cabe ao autor; 19 – Permitir a venda de livros, em farmácias e bancas de revistas, com facilidade de comércio, a partir da criação de selo de comercialização; 20 – Incentivar produção de literatura Afro Sul-Mato-Grossense; 21 – Quando for para distribuir livros nas escolas, que façam com cinqüenta por cento de livros de autores sul-mato-grossenses; 22 – Incentivar a leitura e expressão literária indígena.
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Realizada a abertura do edital para a escolha de novos membros do Conselho Estadual de Cultura do Estado de Mato Grosso do Sul. Foram escolhidos três titulares e quatro suplentes, como descriminado a seguir: Conselheiros titulares, Aida Machado Domingos, Reinaldo Arguelho e Robson Simões de Almeida. E, Marilene Machado – para suplente de Aida Machado Domingos, Edílson Aspet – para suplente de Reinaldo Arguelho e Vanesca Duarte Ribeiro – para suplente de Robson Simões de Almeida. Na vaga de Vitor Hugo Samudio, que renunciou foi eleito Nilson Marques.
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Foi posto em pauta por solicitação do Presidente do Conselho de Cultura do Estado de Mato Grosso do Sul– Villie Jr - A questão, sobre membros faltantes as sessões do Conselho Estadual de Cultura e sessões das assembléias do FESC-MS já arguidas em outras assembléias, quanto à não presença dos Conselheiros Estaduais de Cultura, representantes da sociedade civil às Assembléias do Fórum; que, regimentalmente, deverão ser substituídos. Informou a Secretária que a solicitação para essa verificação e procedimento partiu do Conselheiro Villei Jr., e, ao fazer o levantamento pelo LIVRO DE PRESENÇA AS REUNIÕES foi constatado que os conselheiros Fábio Costa Cacho (titular), João Melo e Juraci Mello (suplentes) – Não compareceram a nenhuma reunião do ano de 2009, e no ano de 2010 – Apenas no mês de janeiro compareceram, Fabio Costa e João Mello – pelo que configura o disposto no parágrafo 4º do artigo 5º do Regimento Interno do Fórum Estadual de Cultura, vigente c/c parágrafo 5º, I, (mensal) e II do mesmo artigo. Foram indicados os nomes para substituí-los, sendo aprovados os nomes de Rubenio Silvério Marcelo  representante da “Academia Sul-Mato-Grossense de Letras”, como titular; como seu suplente foi eleita Joseane da Silva Pinheiro representante do “Coletivo de Mulheres Negras-MS - Raimunda Luzia de Brito”. Também foi eleita mais uma suplente, Cíntia Aparecida de Jesus Lima Olivo  representante da “Associação Sul-Mato-Grossense de Cultura e Etnia Cigana”.
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Foi escolhida a comissão para indicar os nomes das pessoas a serem homenageadas e para receber o Premio Destaque Cultural do FESC-MS – 2010, constituída por Venâncio Josiel dos Santos, Rubenio Marcelo, Vitor Hugo Samudio, Robson Simões e Joseane da Silva Pinheiro. Que indicaram Juci Ibanez, Maria Helena Pettengill e Ruberval Cunha, respectivamente representantes dos segmentos: Musica, Dança e Cultura Popular.
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No mês de setembro, Delasnieve Daspet, participou na condição de convidada, do evento para discussão do Plano do Livro e da Literatura de Mato Grosso do Sul, na cidade de Bonito-MS.
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O FESC-MS se fez presente em Salvador-BA, na pessoa de Delasnieve Daspet, a convite do Ministério da Cultura, ocasião que também representou o Conselho Estadual de Cultura do Estado de Mato Grosso do Sul.
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Foi marcada a eleição para a próxima diretoria do FESC/MS - 2010-2011, para logo após a realização das festividades do Premio Destaque Cultural FESC-MS - 2010. O dia da eleição ficou para 11 de dezembro – sábado – no horário de sempre ( das 9 as 9,30 hs ) – para a eleição e posse da nova diretoria.
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A Secretária Executiva - Delasnieve Daspet solicitou a participação de todos – afirmando que o Fórum hoje é uma entidade da muita expressão no cenário da cultura do nosso Estado. Falou, ainda, da responsabilidade de quem assumir a nova gestão, para que não deixem morrer as conquistas obtidas pela direção que hora sai – que fez as aberturas - nos anos de sua gestão – que foram 4 (quatro) períodos. Conseguimos a participação do FESC/MS nos festivais de cultura de nosso estado, conseguimos espaço para 15 (quinze) participantes – como convidados – sendo um de cada entidade - e diretoria; da conquista de eventos como o Espaço do FESC/MS na “Concha Acústica Helena Meireles”, conseguiu completa integração com o Conselho de Cultura e a Fundação Estadual de Cultura, bem como as Municipais e, acima de tudo, com as entidades que compõem o FESC/MS.
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Falamos ainda da realização da II Edição do Destaque Cultural de 2010 – do FESC/MS – um evento que tem de ser cada vez mais aprimorado e distribuído com a classe artística de todo o estado. Os fazedores de cultura se encontram em todos os rincões sul-mato-grossenses.
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E, no encerramento deste, o registro da festa no Clube Estoril para a outorga do PREMIO DESTAQUE CULTURAL DO FESC-MS – 2010, em sua segunda edição – que contou com mais de 600 pessoas, na platéia e a participação maciça dos associados - com suas artes e convidados.
Estúdio de Dança - Beatriz de Almeida; Poeta - Aida Domingos;
Associação Luso Brasileira; Declamador - Pedro Henrique; Studio Nidal Abdul ; Poeta - Nena Sarti  ; Grupo Folclórico - T'ikay ; Associação Nipo Brasileira ; Cia. de Artes Embrujos de Espana;
Grupo Litani ; BRINCARTE - Cia. de Teatro Infantil; Rejane Jardim ;  
Mukamdo Kandongo ; ZOE – CIA. DE DANÇA;             
Projeto Funk-se  ; Poeta - Elias Borges ; Associação Colônia Paraguaia;
Centro de Pesquisas Folclóricas Mar de Xaraés; Associação dos Ciganos de Mato Grosso do Sul;  Grupo Camalotes; Coral Louvor & Mensagem;
Carlos Luz ; União Brasileira de  Escritores do Estado de Mato Grosso do Sul; Life Editora;  Ramona Rodrigues ; Cia. das Artes; Artista Plástica - Marilza  Bissoli
Com agradecimentos aos parceiros desta diretoria, que ora encerra a gestão 2009 – 2010:
FUNDAÇÃO DE CULTURA DE MATO GROSSO DO SUL; FIC - FUNDO DE INVESTIMENTOS CULTURAIS DE MATO GROSSO DO SUL; FUNDAC - FUNDAÇÃO DE  CULTURA DE CAMPO GRANDE – MS; ASSOCIAÇÃO LUSO BRASILEIRA -  CLUBE ESTORIL
ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL POETAS DEL MUNDO;
CERCLE UNIVERSEK DES EMBASSADEURS DE LA PAIX
LIFE EDITORA LTDA; CIA. DAS ARTES; CARLOS LUZ; TEATRÓLOGA RAMONA RODRIGUES; EDILSON ASPET
REINALDO ARGUELLO; GRUPO CULTURAL - CARLOS EDUARDO GOMES DA SILVA; ARTISTA PLÁSTICA - MARILZA BISSOLI;
UBE-MS - UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES-MS;
JORNAL - O ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL;  ROBSON SIMÕES DE ALMEIDA e NELSON VIEIRA DE SOUZA.
É o que tínhamos para relatar.
Agradecemos a todos integrantes do Fórum de Cultura do Estado de Mato Grosso do Sul, pelo apoio que deram a esta diretoria, em especial aos companheiros de chapa – de todas as nossas gestões.
Aos onze dias do mês de dezembro de 2010.



Delasnieve Miranda Daspet de Souza
Secretária Executiva do FESC-MS
Gestão 2008 a 2010