terça-feira, 6 de outubro de 2015

PEDIDO DE PROVIDENCIA AO SECRETÁRIO DE CULTURA - 2006


PEDIDO DE PROVIDENCIA AO SECRETÁRIO DE CULTURA - 2006



OF/CSM n° 17/06





      Campo Grande – MS, 19 de Junho de 2006.




Senhor Secretário,




Após deliberação em Assembléia Ordinária realizada no dia 17 de Junho de 2006, na MACE, a Secretaria Executiva do Fórum Estadual de Cultura de Mato Grosso do Sul, representando as entidades-membro do FESC/MS, solicitam sua atenção e esclarecimento pertinente quanto ao programa Câmara da Música (realização do FESC/MS com produção de integrantes da Secretaria Executiva e da Câmara Setorial de Música) veiculado pela FM Regional, o qual foi novamente retirado do ar. E infelizmente, novamente, técnico e locutores foram impedidos de adentrar o prédio da Rádio e TVE Regional, sem explicação ou documento que formalizasse e justificasse tal proibição.


A forma como se desenvolveu  essa situação – de novo -  contradiz os pilares democráticos e pluralistas que caracterizam a relação de confiança entre o Fórum Estadual de Cultura e os agentes do Governo Estadual, razão pelo qual nos reportamos a vossa pessoa para solicitar esclarecimentos quanto ao ocorrido. Igualmente, ressaltamos que em ambas as situações, o FESC/MS reconheceu e valorizou a oportunidade oferecida pelo Governo Popular de MS, destacando a vanguarda da Cultura em nosso Estado, especialmente no tocante à interlocução entre sociedade civil organizada e órgãos governamentais.


Em relação ao programa de rádio, solicitamos ainda a reconsideração da medida, entendendo que a mesma não afeta uma pessoa ou grupo, mas toda a comunidade cultural do Estado.


No aguardo de sua apreciação, reiteramos votos de estima e cordialidade, nos colocando à disposição para quaisquer esclarecimentos porventura necessários.

Atenciosamente,

Delasnieve Miranda Daspet de Souza
Secretária Executiva do Fórum Estadual de Cultura – FESC/MS

Ao
Sr. Silvio Di Nucci
M.D. Secretário de Estado de Cultura
Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso do Sul

Nesta

PROPOSTA FESCMS PARA A REDE ESTADUAL DE CULTURA DE MATO GROSSO DO SUL - 2006

PROPOSTA FESCMS PARA A REDE ESTADUAL  DE CULTURA DE MATO GROSSO DO SUL - 2006



Queremos fazer um retrato dos pontos mais importantes que caracterizam a sociedade de Mato Grosso do Sul,   e,  daí partir para explorar o tema:  Novas Lideranças culturais; setores emergentes e sociedade civil.
Somos uma democracia representativa recente que ainda esbarra em uma cultura arraigada de privilégios de uma pequena parcela da população.
A desigualdade ainda persiste como a principal causa da pobreza e das diversas formas de concentração que o país apresenta – educacional, cultural, econômica, política eis que a maior parte das pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza no Brasil não se encontra nessa situação porque o país é incapaz de gerar renda, mas porque internamente há um excesso de desigualdade em relação ao resto do mundo.
A desigualdade de renda deriva da desigualdade de acesso a educação, propriedade, crédito, conhecimento, infra-estrutura etc. Precisamos democratizar  o acesso a esses ativos.
Temos necessariamente que contemplar um vasto e diferenciado conjunto de atores, compartilhado entre diferentes níveis de governo, entidades da sociedade civil e empresas privadas, e, pessoas que  lutam por um espaço público ampliado e por ver atendidas as suas reivindicações.

E é aqui que começam a ser identificadas novas modalidades de participação social e do exercício da cidadania, transgressoras à face política da classe média ou classe trabalhadora sindicalizada percebida até então. Surgem as entidades não-governamentais organizadas a partir dos espaços comunitários, renovação da sociedade civil,  lideranças empresariais que, utilizando a política de subsídios fiscais adotada pelo Governo, estimulam a produção cultural profissionalizada.
Potencializar o capital social e cultural de um povo é uma tarefa complexa que exige o alargamento das possibilidades das políticas culturais de se integrarem ao esforço de desenvolvimento do país. Isso, naturalmente, implica um esforço de potencializar as áreas de planejamento e gestão de um segmento identificado pela aversão a essas áreas de ação pública, com o investimento sistemático em formação de quadros públicos habilitados a operar com a gestão cultural. Planejamento requer pesquisa, mapeamento, diagnósticos continuados, avaliação e monitoramento, quadros públicos e não-públicos qualificados, desenho de programas estratégicos e menos táticos.


Recuperar a dimensão política da cultura: nosso principal desafio. Esta tarefa só será possível se as políticas de cultura formuladas e empreendidas  se associarem ao esforço de desenvolvimento local de cada município. - priorizar a cultura do desenvolvimento, incorporando  o respeito às diferenças, o respeito à diversidade e ao pluralismo cultural, as questões de gênero, étnico-raciais, de proteção às minorias culturais.  Não há direitos humanos, nem tampouco democracia, sem a justiça cultural, sem a diversidade e o pluralismo cultural e, nem tampouco, sem que se assegure o direito de existir, o direito à visibilidade, o direito à diferença e à dignidade cultural.



Louvamos tudo o que foi feito até o presente momento pelos diferentes governos de nosso Estado, mas quando viável, o governo tem de seguir as sugestões e  orientações da sociedade civil.
Hoje, podemos  dizer, que a sociedade civil cultural de MS se encontra organizada e mobilizada. O FESC/MS se encontra em vários municípios.Unimos  os pontos. Costuramos as diferenças. Fechamos o cerco. Estes são os objetivos do Fórum Estadual de Cultura, quando se propõe a apresentar um plano estadual  de cultura para  os candidatos ao governo do Estado. É um pensamento macro. Como não se tem remédio pronto – o ano eleitoral é o portal para a discussão de soluções aos problemas que já se tornaram crônicos.


Visitamos todas as regiões e a partir das sugestões recebidas  idealizar o futuro,  ou seja,  interiorizar as políticas públicas de cultura do Estado;  estabelecer um compromisso social com a implantação de um sistema efetivo de boa aplicação dos recursos,  e, fomentar o debate, dando voz, vez e voto a quem nunca teve.

A sociedade civil organizada se torna a base da construção do institucional de cultura de uma comunidade, haja vista que o produtor de arte se torna quase impotente quando age individualmente; precisará, com certeza, do apoio de uma instituição.
Portanto, a identificação, valorização e organização das entidades que tratam de cultura, são ações fundamentais para que o Estado  cumpra suas finalidades com plena democracia, transparência e resultados que contemplem as políticas públicas do Governo; ao mesmo tempo em que essa interação facilita a solução a problemas coletivos, como aposentadorias, ganhos de mercado e outros tantos.

Eis os nosso diganóstico. Um projeto de soluções e metas para – digamos para os próximos 20 anos. Muitas coisas poderão e deverão   ser desenvolvidas e implementados pelo setor privado, mas, mais da metade,  será com o governo, e o governo, quando segue  a orientação da sociedade melhora o índice de  crescimento, de produtividade, de qualidade de vida, de fazer aflorar a cidadania e a dignidade de seus indivíduos.

Nos mobilizamos  buscando integrar todas as áreas, em prol da construção de uma reflexão sobre as políticas culturais (pública e privada) e a ação em prol de todos os habitantes da região, visando dar acesso, qualidade e informação sobre os eventos promovidos, bem como instrumentalizar o artista para sua arte e o público, para uma visão crítica e ampliada do que seja Cultura, lazer e participação.
Eis as sugestões para a  tarefa que delegaremos ao futuro governador do Estado de MS, para fortalecimento da nossa Cultura:

  1. Fortalecimento dos Pontos de Cultura, estruturando-o em todos os municípios;
  2. Equipar os municípios com pelo menos uma biblioteca pública e ampliar as já existentes;
  3. Valorizar a cultura e os produtores culturais  regionais e locais;
  4. Reavaliar os critérios para a concessão pelo FIC:
    1. Pessoa Física
    2. Pessoa Jurídica.
  5. Participação das Universidades no processo de efetiva implantação do projeto de cultura;
  6. Alternativas ao FIC.
  7. Envolver os  países visinhos no levantamento cultural de MS;
  8. Levantar a  nossa história e tradições.
  9. De onde viriam as verbas ?

FESCMS EM CORUMBÁ MS - 2006

FESCMS EM CORUMBÁ MS -  2006



Campo Grande, 24 de abril de 2006.

Á
Sra. Candelária Lemos
Fundação de Cultura do Pantanal
Corumbá MS



Ref: - Reunião do FESC/MS  em Corumbá





Queremos pedir a prezada amiga que nos ajude a organizar ai em Corumbá uma reunião com as entidades que tenham interesse de se associarem ao Fórum de Cultura do Estado.
A interiorização do Fórum é uma das propostas de nossa administração.
Dividimos o Estado em quatro regiões – e como sou poeta, não me furto de usar a bela definição do escritor Brigido Ibanhes: “... pode-se dividir o Estado em regiões, levando em consideração as cidades citadas como pólos. Para se dar um toque artístico às regiões, pode-se considerar a região da Grande Dourados como a Região Verde; a região de Corumbá, como a Região Azul; a região do Bolsão, a Região Branca e a região de Coxim até a Capital, a Região Amarela. Teremos, assim, as cores da Bandeira do Estado...”
E,  completamos dizendo que se está  criando uma mensagem que tem subsentido abrangente e federativo da cultura .
Podemos fazer a assembléia ordinária no dia 27 de maio, as 18,30 horas ou pela manhã – o que achas ?
A exemplo de Dourados – vocês poderiam propor a criação de um núcleo do FSC/MS em Corumbá-MS, realizando uma reunião mensal para tratar dos interesses da região, uma semana antes da reunião do FESC em CG, e, o coordenador do núcleo viria para a capital participar da reunião mensal, levando as proposições tiradas pelo núcleo azul – já que a cor que designaria essa região seria o azul -  que representa nossas águas.
Sugiro que convides todas as fundações, associações culturais, artistas plásticos, músicos, escritores, artesões, etc.. de todas as cidades que compõem a região pantaneira: Miranda, Porto Murtinho, Bonito, Bela Vista, Jardim, Bodoquena, Ladário, etc... não sei se Aquidauana e Anastácio se enquadrariam nessa denominação e agrupamento.
A reunião teria como pauta:

-   Abertura por Candelária ou quem for indicado por ti.
-  Leitura da Ata da Assembléia de 29-04.06;

Mini-palestras:
1-Fórum Municipal e sua importância -  Cristina Conceição da Silva – do Fórum Municipal de Cultura de Campo Grande/MS
2-Movimento Cultural Comunitário - Antonio Alves Pereira – Associação dos Moradores da Coophavila II – Cgrande/MS
3-Fórum de Cultura Estadual - Boni Miranda – Assessor de Imprensa do FESC/MS
4-Câmaras Setoriais - Villie Jr – Secretário Adjunto do FESC/MS
5-Interiorização da Cultura - Profª.  Rosa  Maria Fernandes de Barros – Pró-ReitOra Extensão Cultural da UFMS;
6-Rádio Comunitária  -  Idemar Sprandel – Representante da Câmara Setorial Música
7-Sociedade Civil - Lana Benevides – Assistente Social da Fundação Manoel de Barros
8-Cultura – Um Caminho para MS – Delasnieve M. Daspet de Souza
- Secretária Executiva Fórum Cultura/MS

Proposições:
a - Sugestões para a  elaboração de um Plano Estadual de Cultura para o Estado de Mato Grosso do Sul pelas entidades de Dourados-MS.
b- Assembléia para o mês de junho
- Assuntos Gerais; - em aberto..
- Apresentação das entidades  que queiram  integrar do FESC/MS
-  Encerramento

Contamos  com tua ajuda e  parceria para a realização e sucesso desse evento,
Atenciosamente,


Delasnieve Miranda Daspet de  Souza
Secretaria Executiva do FESC/MS


Metas e Pontos do FESCMS - 2006

 Metas e Pontos do FESCMS - 2006


Fórum de Cultura de Mato Grosso do Sul.

Apoiamos e resumimos nossas metas  em 10 pontos:

  1. Promover e defender a cultura como componente essencial para a educação, geração
    de emprego e renda e valorização e afirmação da identidade regional e nacional.

    2. Promover uma política cultural voltada para ampla participação da população e de
    entidades constituídas relacionadas ao setor.

    3. Promover a descentralização e a municipalização das ações na área cultural;

    4. Promover o aprimoramento e a defesa dos mecanismos institucionais de
    participação popular.

    5. Promover a distribuição democrática dos recursos destinados à cultura;

    6. Fiscalizar com rigor a aplicação do dinheiro público na área cultural,
    combatendo desvios e favorecimentos.

    7. Fomentar a qualificação e a integração no meio artístico e cultural.

    8. Promover a organização e a certificação de produtos culturais nas diversas áreas
    de manifestação;

    9. Promover a seleção democrática de empresas e artistas para participação em
    projetos e apresentações realizadas pelo governo (em qualquer âmbito);

    10. Promover a observância dos direitos autorais

Colocados os pontos  - temos a observar que  Mato Grosso do Sul é  uma aldeia de todos os povos.
Cabe, após isso, começar falando sobre a importância das últimas conquistas da sociedade civil organizada do Estado na área cultural, configuradas pela eleição da nova Secretaria Executiva do Fórum Estadual de Cultura, em dezembro de 2005, e de novos conselheiros, em janeiro de 2006, entre os quais, João Mello, representante do MTG.

Mas, o que é o Fórum Estadual de Cultura? O Fórum Estadual de Cultura de Mato Grosso do Sul, criado em 2001, é definido em sua carta de princípios como; “uma articulação estadual de entidades não governamentais, privadas, empresas afins e movimentos populares que representam os profissionais das respectivas áreas e atividades afins da cultura e das que atuam na defesa de direitos difusos e coletivos”. Ele deve atuar acima de distinções religiosas, raciais, étnicas, ideológicas ou partidárias e ser aberto à cooperação com entidades governamentais, nacionais e internacionais para consecução de seus objetivos.

Atualmente o fórum tem 45 entidades associadas, em todo os Estado e é reconhecido como o ÚNICO instrumento institucional da sociedade civil organizada, na área cultural, com base na Lei Estadual N. 2.726 de 02 de dezembro de 2003, artigo 15, II. Com base nesse reconhecimento o Fórum Estadual de Cultura de Mato Grosso do Sul tem a prerrogativa de indicar representantes da sociedade civil ao Conselho Estadual de Cultura, ligado à Secretaria de Cultura e, portanto, ao governo Estadual.

 O Fórum Estadual de Cultura indica seis conselheiros titulares e seis suplentes ao Conselho Estadual de Cultura, que é formado por 12 conselheiros titulares e doze suplentes, metade indicada pelo governador, metade pela sociedade civil. Os conselheiros eleitos pelo fórum terão mandato de quatro anos e a renovação do conselho acontece de dois em dois anos, alternadamente.

 E porque são importantes os acontecimentos de dezembro de 2005 (a eleição da nova Diretoria Executiva) e de janeiro de 2006 (eleição de novos conselheiros) no Fórum Estadual de Cultura, para a classe artística e para a cultura do Estado?

Porque, no plano do Fórum Estadual de Cultura a nova direção representa uma renovação efetiva, e descarta, em definitivo, outras forças da área cultural interessadas apenas em obter vantagens e privilégios próprios, mantendo a política cultural da sociedade civil estagnada. E, essas vantagens - entre outras formas - se dava principalmente através da utilização indevida do Fundo de Investimentos Culturais, conhecido como FIC. Nesse sentido, uma das primeiras medidas da nova direção tem sido um levantamento dos indícios dessas irregularidades, que serão em breve encaminhadas para apuração pelo Ministério Público.

Já renovação dos conselheiros - que representa a sociedade civil no Conselho Estadual de Cultura - ocorrida em janeiro, traz de volta a possibilidade de que essa instância, de grande importância, retome suas verdadeiras atribuições. Entre elas, principalmente a sua responsabilidade “pela aprovação dos planos de ação cultural e dos projetos culturais, bem como, pelo acompanhamento e fiscalização de suas execuções”, estabelecidas na Lei 2.645, de 11 de julho de 2003.

Em resumo, a derrota de grupos que representavam acima de tudo os seus próprios interesses se dá hoje, tanto dentro do Fórum Estadual de Cultura quanto do Conselho Estadual de Cultura, na parte da sociedade civil, e abre oportunidades para novas políticas para preservação e fortalecimento da cultura do nosso Estado.

Uma das primeiras mudanças na linha de atuação da instância representativa é justamente a de que todos os segmentos importantes para a construção do nosso Estado devem participar. Por isso estamos aqui com os senhores, por isso João Mello, representante do MTG de Mato Grosso do Sul integra também hoje o Conselho Estadual de Cultura.

Outra mudança importante é que entendemos que não pode haver política estadual de cultura sem a participação dos municípios e por isso eles também estão representados, tanto no fórum quanto no conselho de cultura.

Finalmente, iniciando ainda nossos trabalhos, queremos afirmar nosso compromisso de elaborarmos em 2006, como contribuição da sociedade civil, um projeto verdadeiramente representativo para a política cultural do Estado. Queremos, já nos primeiros dias de um novo governo, debater medidas efetivas e importantes para a nossa cultura.

Outro compromisso será o de constituirmos uma força à parte, não governamental, oriunda da colaboração e de parcerias entre as entidades integrantes do Fórum Estadual de Cultura – simplesmente porque a sociedade civil não pode esperar, e porque a nossa cultura é o que temos de mais importante.

Abaixo relaciono as  entidades associadas ao Fórum Estadual de Cultura, de seus conselheiros e da sua Secretaria Executiva, e colocar-me,  à disposição para quaisquer esclarecimentos.

Por ordem alfabética

 1. Associação do Fórum do Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável de Bela Vista
2. Academia de Letras de Três Lagoas
3. Associação de Cultura e Lazer do Aero Rancho
4. Associação dos Artistas Plásticos de Mato Grosso do Sul – AAP
5. Associação Cultural Aplausos
6. Associação Cultural Manoel Bonifácio
7. Associação Cultural Shekinah
8. Associação dos Músicos do Pantanal – AMP
9. Associação Lyra Campograndense de Arte e Cultura Musical
10. Associação Rimidanw de Arte Solidária Pantaneira – ARASP
11. Associação de Novos Talentos de Mato Grosso do Sul – MUSA
12. Associação Sul-mato-grossense de Arte Educadores
13. Associação dos Artesãos de Rio Brilhante
14. Associação Cultural Musica e Arte - Campo Grande
15. Associação Cultural Santa Clara - Aquidauana
16. BPW – Associação das Mulheres de Negócios e Profissionais. de CG
17. Cia das Artes
18. Federação das Academias de Letras e Artes – FALA / MS
19. Federação de Bandas e Fanfarras de Mato Grosso do Sul – FEBAFAMS
20. Fórum Municipal de Cultura de Campo Grande
21. Fundação Cultural de São Gabriel D’Oeste
22. Fundação Manoel de Barros
23. Grupo de Cultura da Igreja Batista Lírio dos Vales – Campo Grande
24. Grupo Teatral Unicórnio – Campo Grande
25. Grupo Teatral Amador Campo-Grandense / GUTAC
26. Movimento Tradicionalista Gaúcho de MS
27. Ordem dos Advogados do Brasil - OAB / MS
28. Obras Sociais Casa da União Lar de Santana – Campo Grande
29. Prefeitura Municipal de Costa Rica
30. Prefeitura Municipal de Aparecida do Taboado
31. Prefeitura Municipal de Nioaque
32. Sindicato dos Artesãos de Mato Grosso do Sul – SINARTE
33. Sindicato Municipal de Trabalhadores em Educação de Iguatemi / MS
34. Sociedade Lírica Amambaí / Filarmônica Villa Lobos
35. Trabalhos Estudos Zumbi – TEZ
36. União Estadual dos Artesãos de Mato Grosso do Sul – UNEARTE
37. União Brasileira de Escritores – UBE
38. Universidade para o Desenvolvimento da Região do Pantanal – UNIDERP
39. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS
40. Universidade Aberta Para a Melhor Idade
41 – Instituto Casa da Cultura Afro Brasileira
42 – Associação de Moradores da Copavila II
43 – Comissão Sul-mato-grossense de Folclore
44 – Academia de Letras da OAB
45 – Associação Familiar da comunidade negra "São João Batista".



Conselheiros titulares:

Venâncio Josiel dos Santos – Escritor (OAB/MS), Edílson Aspet de Azambuja - Maestro (FEBAFAMS), Bárbara Ann Newman – Drª Letras e Literatura/UCDB (Federação das Academias de Letras e Artes de MS) e Ari José de Sousa – Artesão (Associação do Fórum do Delis/Bela Vista). Todos eleitos em janeiro de 2006. Eles se juntarão aos conselheiros Idemar Sprandel, músico, conhecido com “Tchê” (Associação Lyra Campo-grandense) e Villie Jr, também músico (Cia. das Artes).

Conselheiros Suplentes:

Maria Helena Pettengill – Coreógrafa, Diretora Artística e Coordenadora de Arte e Cultura (Uniderp), Reinaldo Arguelho – Músico (Sociedade Lírica Amambaí/Filarmônica Vila Lobos), Rosa Maria Fernandes (Pró Reitora de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis da UFMS), Maria de Fátima Rodrigues, artesã (Costa Rica) e João Ermelino de Mello (MTG).

A Direção Executiva do Fórum Estadual de Cultura, eleita em dezembro, tem a seguinte composição:

Titulares: Delasnieve Miranda  Daspet de Souza  (Secretária Executiva), advogada e escritora (FALA-MS); Villie Jr (Secretário-adjunto), músico (Cia. das Artes), Cristina Matogrosso, Diretora de Teatro (Gutac), Leslie Cafure, artesã (União Estadual dos Artesãos de MS) e Rimidanw Callepso, artista plástico (Associação Rimidanw de Arte Solidária Pantaneira - Arasp).

Suplentes: Lana Amaral Nunes de Sá e Benevides (Fundação Manoel de Barros), Jair de Oliveira (Grupo Teatral Unicórnio), Marta Mendes (Trabalhos Estudos Zumbi/Tez), Indiana Marques (Sindicato dos Artesãos de Mato Grosso do Sul/ Sinarte) e Edílson Aspet (Federação de Bandas e Fanfarras de Mato Grosso do Sul/ Febafams).


Delasnieve Miranda Daspet de Souza
Secretária Executiva do Fórum de Cultura de Mato Grosso do Sul

FESCMS - PROGRAMAÇÃO PARALELA DURANTE O FAS/2010

FESCMS  - PROGRAMAÇÃO PARALELA DURANTE O FAS/2010



PROGRAMAÇÃO PARALELA DURANTE O FAS/2010

1- FEIRA DE CULTURA - divulgando todos os associados do FESC/MS e os artistas de Mato Grosso do Sul

2-
LANÇAMENTO DE LIVRO

3-
PROGRAMAS CULTURAIS PARA CRIANÇAS NA PRAÇA - VARAL DE POESIAS

4-
EVENTOS CULTURAIS COM  POESIA E RECITAL

5-
 EXPOSIÇÃO DE PINTURAS

6-
. EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS.

7 – FEIRINHA DO ARTESANATO

8 – CAFÉ LITERÁRIO E OUTRAS PROGRAMAÇÕES

9 -  NAS “TENDAS – ARMADAS NA BEIRA DA PRAÇA - QUIROMANCIA
10 - ENTREGA DO PRÊMIO DESTAQUE DE 2009 DO FESC/MS  AO SR. AGRIPINO SOARES MAGALHÃES


Apoio:
FALA-MS
CIA DAS ARTES
UBE-MS
CIA NILL AMARAL
FEDERAÇÃO DAS BANDAS E FANFARRAS MS
TAZEN CIA
ESTORIL


 

“MOMENTOS QUE ENCANTARAM E MARCARAM...” - por Nelson Vieira



“MOMENTOS QUE ENCANTARAM E MARCARAM...”
                                                                                                                       Nelson Vieira
Aos dezoito dias do mês de novembro do corrente ano, uma quinta-feira, a partir das 20 horas, percebemos e sentimos na pele como o belo tem propriedades de tornar qualquer ambiente alegre e, por algum tempo tivemos o prazer de esquecer as agruras e os problemas.  
O local que nos acolheu naquela noite, foi o esplendido Clube Estoril, na sua magnífica sede nesta capital. Foi lá que passamos momentos agradáveis, e tão necessários no dia a dia para que possamos ter condições de equilibrar a balança da vida, e manter o “fiel” no centro das ações, entre o bem e o mal, se possível mais pendente para o lado das coisas boas, sem sombra de dúvida. Só masoquista que gosta de sofrer. 
Nas dependencias da Associação Luso Brasileira ocorreu o evento “PREMIO DESTAQUE CULTURAL 2010 – FESC-MS”, com o objetivo de homenagear pessoas que ao longo do tempo estão no exercício contínuo da cultura, no estado de Mato Grosso do Sul, em diversos segmentos culturais.
O Fórum Estadual de Cultura do Estado de Mato Grosso do Sul organizou o ESPETÁCULO, que com certeza pode ser assim dito e escrito com letras maiúsculas.
Imaginem tudo acontecendo em sequencia, ou seja, eles montaram três palcos, um ao lado do outro, e as apresentações uma após a outra, com mínimo de intervalo entre uma e outra. Cada palco com iluminação direcionada para o mesmo no instante da exibição, enquanto nos outros ocorriam os preparativos, na continuação da ordem das apresentações, previamente elaboradas.
Mas, tudo começou com as pessoas sensíveis ao convite formulado pelo FESC, que lá compareceram. Na entrada receberam do cerimonial a programação do evento, contida em apenas uma folha de tamanho A4.

Abertura –
(coreografia: O Trem do Pantanal)  -  PALCO 2
 Studio Beatriz de Almeida

Apresentações:

Aida Domingos (poesia) - PALCO 3
Associação Luso Brasileira (dança) –-----------15 pessoas - PALCO 2
Pedro Henrique Campagna (poesia gaúcha) - PALCO 3
Studio Nidal Abdul (grupo árabe - dança)  - PALCO 2
Nena Sarti (poesia) - PALCO 3
Grupo T'ikay– Ingra (dança – folclore boliviano) 8 pessoas - PALCO 2
Associação Nipo Brasileira (coral) - PALCO 1
Cia de Artes Embrujos de Espana (dança) - PALCO 2
Grupo Litani (grupo libanês – dança) 15 pessoas - PALCO 2
Rejane Jardim (perfomance de canto e poesia) – PALCO 1     
Mukamdo Kandongo (percussão e dança) 15 pessoas - PALCO 2
Studio Beatriz de Almeida – Beatriz de Almeida - Solo - PALCO 3
Funk-se (dança) – PALCO 2
Elias Borges (poesia) - PALCO 1
Associação Colônia Paraguaia (música) - PALCO 2
Nena Sarti (poesia) - PALCO 1
Centro de Pesquisas Folclóricas Mar de Xaraés (dança) 16 pessoas - PALCO 2
Associação dos Ciganos de MS - Cigana Esmeralda (dança) 8 pessoas - PALCO 2
Elias Borges (poesia) - PALCO 3
Grupo Camalote (dança) - PALCO 2
Coral Louvor & Mensagem (Aleluia de Handel) - PALCO 1 e
Ruberval Cunha – Palco 3.

Houve a abertura e o show começou. O público presente, a maioria sentados comodamente, ativeram-se somente em prestar atenção e girar as cabeças, para fitar o local onde as luzes acendiam, para assistir, não sendo preciso falar, por exemplo: agora irá se apresentar fulano de tal e coisas deste genero.
A ideia dos três palcos foi genial, pois cativou a atenção da platéia a ponto de emocionar pessoas. Aconteceu em várias oportunidades, mas uma delas deu para perceber nitidamente o lagrimar de algumas senhoras, quando da apresentação da dança clássica por um casal de bailarinos.
Na ocasião foram homenageadas as seguintes pessoas: Juci Ibanez – área de música, Ruberval Cunha - área de cultura popular, Maria Helena Pettengill – área de dança e Alisolete A. S. Weingartner – área de pesquisa, pelos seus feitos em prol da cultura sul-mato-grossense.
Para isso acontecer houve muita preocupação e senso de responsabilidade, antes, durante e após o evento, por parte dos membros da organização sob o comando de Delasnieve Daspet, na condição de presidente do Fórum de Cultura do Estado de Mato Grosso do Sul e de Robson Simões, na direção artística. Nossos parabéns, incansáveis batalhadores pela cultura sul-mato-grossense e do Brasil. Isso é fazer a diferença.
Sabe o que é realizar um empreendimento que contou com mais ou menos seiscentas pessoas e tudo transcorreu na maior tranqüilidade, praticamente sem custo.
Senhores a entrada foi franca e as instituições, entidades culturais e pessoas que deleitaram os espectadores, nada cobraram. Eles doaram cultura e se esmeraram em mostrar com maestria, que nada devemos quando queremos e temos vontade de faze e realizar. Também, nossas homenagens para esses talentosos artistas, soberbos nas suas artes.
Esperamos a continuidade, não parem!
Foi lindo! Foi demais! Foram momentos que encantaram e marcaram em nossas vidas.  
Campo Grande-MS, 29-nov-2010 – Nelson Vieira


    

Tese para seminário sobre Plano Nacional de Cultura - 2008

 Tese para  seminário sobre Plano Nacional de Cultura
                      por Boni Miranda  -  2008
.

INTRODUÇÃO

Não vemos como o Governo do Estado possa - na área da cultura, através da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), e o governo federal - através do Ministério da Cultura (Minc), diante da urgência em efetivar (uma vez que o momento histórico assim exige) uma política clara, organizada, abrangente, realmente integrada, tecnológica e funcional, em conjunto com os municípios - prescindirem da coragem e iniciativa necessárias para tanto.

E efetivar tal política é neste momento, para a FCMS, uma necessidade evidente, prioritariamente colocada. Seja por ela representar a ligação, o elo, entre o poder federativo e os municípios, no âmbito do setor público, seja pela necessidade de levar a efeito suas próprias políticas.

O Seminário do Plano Nacional de Cultura em MS nos oferece importante oportunidade para debatermos os parâmetros necessários para a cultura - do município ao âmbito federal, mais ainda por vermos o PNC em debate de certo modo como um “contraponto” ao ponto de partida que entendemos necessário.

Na realidade, colocada a questão entendemos que a organização estadual e nacional da cultura deve passar a ser trabalhada pelo alicerce do âmbito federativo: o município.

O texto em debate não surpreende, propondo ações importantes como valorizar a diversidade, o intercâmbio, tratar da produção, difusão e distribuição de produtos, de equipamentos (cineclubes, telecentros, pontos de cultura, bibliotecas etc.).

Mostra também que o governo federal continua a pressupor – certamente devido ao real distanciamento político e administrativo  existente, que a cultura nos municípios esteja “pronta”, que existe de modo suficientemente valorizado, organizado e equipado, apto, portanto, ao trabalho em rede necessário, o que não acontece.

Na realidade o PNC quer atribuir à área cultural dos municípios mais uma infinidade de ações sem levar em conta a situação predominante. Parece ignorar que dentro de um processo histórico, caracterizado pela ausência quase total de políticas públicas (estadual ou federal) descentralizadoras, municipalistas (em todas as áreas) eles (municípios) não dispõem na quase totalidade - como em MS - de padrões nas diversas capazes de viabilizar em rede, em conjunto, neste momento, de forma satisfatória, as políticas propostas. Insistir nisso seria jogar boa parte do dinheiro fora.

O PNC, como muitas vezes acontece em políticas nacionais, está passando ao largo de ações mais básicas. No sentido contrário, utilizando o ditado popular queremos dizer: “o buraco é mais embaixo”.

É necessário também deixar registrado que o evento estadual poderia ocorrer em momento mais oportuno, mais prático, já que um número expressivo de administrações municipais terá mudanças a partir das próximas eleições.

Claro também, e sem suspense - dado o notório quadro existente - é que uma política de cultura de alcance realmente estadual, abrangente e funcional implica para nós em criar - a partir de parcerias da FCMS com cada município interessado (e estimulado) (com o apoio do Ministério da Cultura) - estruturas locais (municipais) permanentes, com base institucional, física, administrativas, de pessoal e o que mais for necessário para promoção de políticas integradas.  

Fundamental, portanto, é trabalhar de forma a estabelecer padrões que permitam promover - com uso das facilidades tecnológicas, em rede, a interação entre a área cultural do município e as do Estado (FCMS) e do país (MINC). Aliás, esse é um dos pontos centrais não só do Plano Nacional de Cultura como do Sistema Nacional de Cultura.

É possível comparar o cenário atual da política nacional de cultura (governo federal + estados + municípios) como um quebra cabeças, para o qual estão faltando peças importantes.

As ações necessárias podem sem dúvida serem colocadas em prática com relativa facilidade e dentro da melhor relação custo-benefício, mas a partir de uma primeira conclusão básica (1):

O PONTO DE PARTIDA É A SITUAÇÃO ENFRENTADA PELA ÁREA DA CULTURA NO MUNICÍPIO, componente celular dos estados e do país.

NÃO ENCONTRAMOS A HISTÓRIA PRONTA

Para entendermos melhor as dificuldades enfrentadas para valorização e organização da área da cultura nos municípios, temos que começar por lembrar que na esfera federal a área da cultura separou-se da área da educação há apenas 23 anos.

Na maioria das cidades (incluindo as de MS), por sua vez, essa emancipação ainda não ocorreu. A cultura continua predominantemente ligada às secretarias de educação, ou outros órgãos, sem nenhuma autonomia financeira ou política. (ANEXO 01).

O Ministério da Cultura foi criado em 1985 e em 1990 foi transformado em Secretaria da Cultura, voltando a ser ministério em 1992. Em 1999 teve ampliados seus recursos e reorganizada sua estrutura, sendo novamente reestruturado em 2003. É uma existência tanto recente quanto repleta de mudanças, que com certeza contribuem para desenvolver, aperfeiçoar suas estruturas e suas políticas.

Constatamos desse modo que se no plano federal a organização da área da cultura é recente e só agora encaminha medidas como debates sobre a elaboração de um Plano Nacional de Cultura e do Sistema Nacional de Cultura, nos municípios uma política definida, organizada e articulada nesse setor nunca existiu. Salvo, provavelmente, raras, honrosas e autóctones exceções.

Mais ainda, diante do mesmo quadro histórico sequer a política cultural em MS, de modo amplo, permanente e funcional NÃO ESTÁ DEFINIDA COM A CLAREZA E A FUNCIONALIDADE NECESSÁRIAS, embora não tenhamos duvidas de que a FCMS esteja no caminho certo.

Surpreendente mesmo é ouvir informações segundo as quais o governo anterior alega ter gasto R$ 90 milhões com a cultura e não vermos, ao seu final, qualquer avanço. A interação organizada dos municípios com a política estadual no período foi próxima ou igual a zero. Não podemos repetir os mesmos erros.

Outra conclusão relevante (2), portanto, é que NOSSO PAPEL TEM CARÁTER PIONEIRO E PARA CRIARMOS UMA ORGANIZAÇÃO ESTADUAL NÃO DISPOREMOS DE NENHUM MAPA. Isso nos coloca na obrigação de buscar soluções conjuntas, caminhos próprios. Com a determinação - coragem mesmo - necessária.

INTERESSE COMUM E AÇÃO CONJUNTA SÃO PREMISSAS

Um princípio básico para qualquer ação na área da cultura é com certeza constitucional: “ninguém pode ser obrigado a associar-se ou a permanecer associado”.

O preceito, aliado à autonomia também constitucional dos municípios, conduz inevitavelmente à busca de soluções com base em interesses comuns, nas afinidades. E quais são essas afinidades?

A primeira – assim acreditamos - diz respeito ao interesse cívico, político, tanto com relação ao município como ao Estado: buscar o bem-estar da sua população.

Para isso o mandatário foi eleito. E administrador que se preze deve se preocupar com a cultura por entender que ela é importante, tanto para a economia quanto para a formação da identidade local. E que tem políticas, estadual e federal para ampará-la. Não vê quem não quer.

Outro argumento, forte e verdadeiro, é que ao não se interessar por uma parceria com a FCMS e o Minc para organização, padronização e desenvolvimento conjunto da área da cultura o município terá sérias dificuldades para interagir e ser beneficiado por programas, projetos, verbas ou ações, seja da administração estadual ou da federal.

Não vai dispor sequer na maioria das vezes dos mecanismos básicos, técnicos e administrativos, fundamentais para as interações necessárias.

O trabalho de procurar as novas administrações municipais para montar uma rede – do interesse de todos – deve ser levado a efeito por parte da FCMS com apoio do FESC/MS (Fórum Estadual de Cultura de MS) a partir de um projeto bem definido, montado com base em leitura fundamentada e capaz de oferecer nitidamente vantagens para as partes. O caminho é o do convencimento, do reconhecimento das vantagens com base em uma boa proposta.

Conclusão (3), ALÉM DE AÇÃO POLÍTICA É UMA AÇÃO ADMINISTRATIVA CONJUNTA, SINCRÔNICA, ONDE TODAS AS PARTES, INCLUINDO O GOVERNO FEDERAL, GANHAM.
DEFININDO CONJUNTAMENTE UM ROTEIRO DE AÇÃO

Concluída a fase do entendimento, fechada a parceria e acertados interesses comuns é preciso haver o cuidado de não queimar etapas.

Em outras palavras, da mesma forma que ocorreu no plano federal um primeiro compromisso do município é valorizar a área cultural – entendendo, em definitivo, que ela existe nos dias de hoje dentro de um universo próprio - e que não é mais (ou não deve ser) vinculada à política de nenhum outro setor (salvo em ações conjuntas).

A área da cultura tem seus fundamentos, leis e orçamentos, tanto no plano do país quanto no do Estado e contribui para o desenvolvimento econômico e para a formação e fortalecimento identidade da população e do país. No plano histórico agora é a vez do município.

Conclusão (4) TRABALHAR, PELA ORDEM, COM CRITÉRIOS, A ORGANIZAÇÃO DE TODAS AS FASES NECESSÁRIAS

EMANCIPAR SOB RISCO DE DEFASAGEM E ISOLAMENTO

A área da cultura deve – portanto, como vemos - em cada município, ser na prática emancipada e dotada de estrutura administrativa e orçamentária própria. É uma constatação tão lógica quanto necessária para que os prefeitos não sejam surpreendidos - por exemplo - pela aprovação de uma hora para outra da PEC 150.

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 150 é, aliás, um dos pontos centrais abordados pelo Plano Nacional de Cultura (PNC) - uma das suas prioridades: “A aprovação, em caráter de urgência, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 150/03 pelo Congresso Nacional e a garantia pelo Poder Executivo da destinação prioritária para políticas públicas de cultura”.

Ela (PEC 150) vincula para a cultura o mínimo de 2% no Orçamento da união, 1,5% no orçamento dos Estados e Distrito Federal, 1% do orçamento dos municípios.

A atualidade do debate nacional sobre o assunto nos fornece um bom parâmetro para comparar o avanço no plano do país com a situação predominante nos municípios – ainda agindo como baratas tontas.









Um projeto abrangente para a organização, em rede, da área cultural dos municípios deve levar em conta os seguintes aspectos:

1 - ADMINISTRATIVO

A percepção da importância da área da cultura pelo município (através de seus administradores e da sua população) deve levá-lo a concluir pela necessidade de, com a maior rapidez, fazer com que a cultura exista enquanto instância própria.  

O PNC já orienta nesse sentido: “Estimular a criação e implantação de secretarias específicas de cultura e/ou fundações com orçamentos próprios nos estados e municípios”.

A FCMS pode e deve entrar nessa briga ampliando seus trabalhos de consultoria para sugerir, por exemplo, qual o modelo administrativo mais adequado para cada caso, tais como secretaria, fundação, departamento etc., e eventualmente suas subdivisões: como coordenadorias, gerências, núcleos, etc. O que são, para que servem, porque utilizá-las ou não.

Pode utilizar critérios como a população existente em cada local e fornecer modelos, orientações jurídicas, orçamentárias, técnicas etc., necessárias para implantar a opção. A FCMS (e o Minc) podem com certeza prestar uma ampla consultoria administrativa.

2 - JURÍDICO

Outra ação fundamental para que a cultura dos municípios interessados adentre o século XXI e interaja com as demais esferas é a existência de uma legislação municipal regulamentando o setor.

É desse modo que o município vai dispor dos meios legais necessários para as ações, locais e externas. A legislação regulamentará, por exemplo, um Plano Municipal de Cultura, o Conselho Municipal de Cultura e o Fundo Municipal de Cultura.

Nesse sentido é importante frisar que a não existência de tais mecanismos, a começar pelo Conselho Municipal de Cultura já é hoje fator impeditivo para que os municípios de MS obtenham financiamentos do FIC (Fundo de Investimentos Culturais), da Fundação de Cultura de MS.

Quanto à importância dos conselhos municipais a FCMS até mesmo realizou seminário em 2007, fornecendo entre outras orientações modelos de lei para criação de conselhos municipais de cultura. Excelente trabalho, que deve ser valorizado novamente – dentro de um projeto mais amplo.

3 - FÍSICO

O Governo do Estado, através da FCMS, deve criar e propor, juntamente com o Ministério da Cultura, projeto semelhante ao Programa Nacional de Apoio à Gestão Administrativa e Fiscal dos Municípios (PNAFM), do Ministério da Fazenda.

O PNAFM visa à melhoria da atividade administrativa da gestão pública municipal, destacadamente na área financeira, auxiliando na aquisição de equipamentos de infra-estrutura e de informática - no apoio e na comunicação.

Ou seja, a FCMS e o MINC podem, dentro do programa, doar aos municípios parceiros - que não disponham de equipamento (próprio da área da cultura não de outro órgão) um KIT constituído por micro-computador, impressora, escrivaninha e cadeira (ou o que mais for considerado necessário).

O valor de cada kit certamente não chegaria a R$ 2.500,00. Fazendo as contas, se em MS fosse necessária a doação de 100 kits (o número deve ser menor) o valor total será de R$ 250.000,00. Falando também popularmente, dinheiro de chipa diante dos R$ 90 milhões que teriam sido gastos na gestão anterior.

O mesmo programa (do Ministério da Fazenda) oferece também capacitação, consultoria, infra-estrutura e administração de pessoal. Abrange quase exatamente as mesmas áreas que descrevemos aqui. Não precisamos, previsivelmente, reinventar a roda.

Com certeza podemos criar nosso próprio modelo, já que cada lugar preserva suas peculiaridades, com base em experiências bem sucedidas.

Outros aspectos a serem considerados são a necessidade da manutenção dos equipamentos e o custeio das atividades desenvolvidas (material de consumo como tinta para impressoras, papéis, etc.).

4 - HUMANO

A primeira sugestão para um administrador municipal é colocar frente à pasta uma pessoa efetivamente interessada, identificada com o assunto, que entenda a importância da cultura para o município. São qualidades que podem contribuir para tornar o gestor mais versátil, desenvolto e integrado para aprender e para interagir. A pasta não pode ser tratada como um cabide de emprego – deve haver a maior afinidade possível da pessoa com o cargo.

5 - GESTÃO

Uma vez que a área da cultura do município se encontre dotada de estrutura: 1) administrativa (o órgão adequado/indicado para funcionamento da área da cultura local), 2) jurídica (as leis necessárias tanto para o próprio município quanto para interagir com o Estado e o Governo Federal), 3) física (local e equipamentos, as ferramentas de trabalho), 4) de custeio (que garanta as condições de funcionamento permanente do trabalho), vem o essencial: A GESTÃO. Que ações realizar?

Nesse sentido, começamos por duas sugestões:

A) a primeira é iniciar um trabalho continuado de formação dos gestores para a área da cultura - começando por uma formação básica, que pode contar com a ajuda de cartilhas, internet, vídeos e outras mídias.

Cabe nesse trabalho (de formação) um dos princípios do jornalismo (já que se trata de comunicação) - o de que o jornalista não deve pressupor que todos os leitores conheçam da mesma forma o assunto que está sendo tratado - e que é preciso sempre relembrar informações fundamentais. O objetivo é “situar” o leitor. No caso, o gestor.

A formação de um gestor cultural, levada a fundo, certamente justifica até mesmo uma cátedra específica nas universidades brasileiras – a de GESTOR CULTURAL. É possível que em futuro não muito distante a formação, técnica ou superior na área, seja requisito para o desempenho do trabalho.

Entre inúmeros assuntos o gestor deve aprender sobre a história da arte e da cultura, quais são e o que fazem os órgãos ligados à cultura (no Estado e no país), atribuições e políticas desenvolvidas, subdivisões (secretarias, fundações, secretarias, gerências, etc.), legislação existente (Constituição, Lei Estadual 2.726, etc.), financiamentos (FIC, FNC, Lei Rouanet, etc.).

B) A segunda providência refere-se ao encaminhamento, também de imediato de ações locais voltadas para a construção da organização, em rede, a partir dos moldes propostos e da parceria efetivada.

Atenção pessoal – A partir daqui ainda estou dando acabamento – quero ver se termino até o final da tarde.

Enfatizar que no Estado existem oito áreas de produção cultural e no federal 10 e quais essas áreas.

A realização, de imediato, no município – com apoio da FCMC de inventário e diagnóstico da cultura local como ações prioritárias, cadastrando artistas, equipamentos etc.